O auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) recebeu, nesta quarta-feira (26), cerca de 400 médicos para o acolhimento dos programas de residência da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESPDF). Após um processo seletivo disputado, os selecionados vão atuar nos hospitais da rede da Secretaria de Saúde (SES-DF) e do Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (IgesDF). Os profissionais vão se especializar em diversas áreas e reforçar os atendimentos nos hospitais da rede.
A residência médica no Distrito Federal está entre as mais concorridas do país, atraindo, todos os anos, médicos de diversas regiões. Ao todo, são 116 programas, que têm duração de dois a cinco anos, a depender da especialização. Atualmente, a SES-DF conta com mais de 1100 residentes. A ESPDF, mantida pela Fepecs, é a instituição formadora responsável pelos programas, que são custeados pela secretaria.
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A residência médica no Distrito Federal está entre as mais concorridas do país, atraindo, todos os anos, médicos de diversas regiões | Foto: Ualisson Noronha/ Agência Saúde
Durante a abertura do evento, a coordenadora de cursos de pós-graduação lato sensu e extensão da ESPDF, Vanessa Dalva Guimarães Campos, deu boas vindas aos novos residentes e declarou aberta a solenidade.
A diretora-executiva da Fepecs, Inocência Rocha Fernandes, destacou a importância da fundação no contexto dos programas de residência médica e enfatizou o orgulho em presenciar o auditório repleto de profissionais que ingressarão na rede de saúde. “Sejam bem-vindos e aproveitem. Vocês estão entrando em um cenário muito rico de aprendizados, mas também têm muito a contribuir. É uma troca, uma via de mão dupla”, declarou. Por fim, a diretora incentivou os novos residentes a permanecerem na rede pública de saúde, ressaltando a relevância do Sistema Único de Saúde (SUS) para a assistência aos pacientes.
O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda Junior, reforçou a relevância da experiência que os residentes terão e a importância de colocar o paciente no centro do cuidado: “Não percam a capacidade de ouvir e ter empatia com os nossos pacientes. Aqui no DF, contamos com uma estrutura robusta de hospitais para capacitar vocês”.
A mesa de abertura contou, ainda, com a presença do vice-presidente do IgesDF, Cleber Monteiro Fernandes; da diretora de Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Ferraz; da diretora-executiva da Escola de Governo da Fiocruz, Luciana Sepúlveda; da representante do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Carla Targino; da presidente do Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF), Lívia Vanessa Ribeiro; e do coordenador da Comissão Distrital de Residência Médica, Rogério Nóbrega Rodrigues Pereira.
Sobre os programas
Criada na década de 1960, a residência médica no DF é considerada o padrão ouro da pós-graduação lato sensu e referência na formação de especialistas. Um dos principais objetivos do programa é capacitar médicos para atuar no SUS. Após a especialização, muitos profissionais ingressam na SES-DF, fortalecendo a rede de atendimento.
Além das competências técnicas, a residência médica incentiva o desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores fundamentais para a prática profissional, preparando os médicos para os desafios da saúde pública.
*Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)