O Airbus A321 da Latam que teve o bico destruído na semana passada após atingir uma ave no Rio de Janeiro voltou a voar na última sexta-feira (21) –um dia após o incidente que, na aviação, é chamado de “bird strike”.
O jato bateu em uma ave no dia 20 de fevereiro, durante procedimento de decolagem do aeroporto do Galeão. Após o choque, o avião, que iria para Guarulhos (SP), precisou retornar ao aeródromo de origem.
Depois de pousar, a aeronave foi recolhida para manutenção, mas voltou a operar pouco mais de 24 horas depois do incidente. No dia 21, o jato, prefixo PT-MXO, decolou por volta de 16h para São Paulo.
Procurada pela CNN, a Latam confirmou que o jato voltou a voar no dia seguinte, mas não detalhou quais foram os reparos realizados. “Reforçamos que a companhia adota todas as medidas de segurança técnicas e operacionais para garantir uma viagem segura para todos”, diz a empresa.
A colisão do Airbus A321 da Latam com a ave está sendo analisada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
No domingo (23), um Boeing 737-8EH da Gol que decolou de Brasília e iria para São Paulo precisou voltar ao aeroporto de origem após se chocar com pássaros na decolagem.
Casos de “bird strike” no Brasil
Em todo o ano passado, o Cenipa registrou 927 casos de colisão de aviões com aves em todo o Brasil. Isso equivale a mais de dois episódios por dia. Não houve mortes de tripulantes, passageiros ou terceiros nessas ocorrências.
O número de casos de “bird strike” no país em 2024 teve um aumento de 24,3% na comparação com 2023, quando foram contabilizadas 746 ocorrências do tipo. Os dados são do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), que é gerido pela Força Aérea Brasileira.
No dia seguinte à ocorrência no aeroporto do Galeão, o CEO da Latam, Jerome Cadier, informou em uma postagem de rede social que, somente com aviões da companhia, foram 562 episódios de “bird strike” em 2024, “alguns mais graves e outros mais leves”. Ele acrescentou que “os pousos foram sempre seguros”.
“No total, as aeronaves envolvidas ficaram mais de 750 horas paradas e impactamos mais de 30 mil passageiros com cancelamentos e atrasos”, acrescentou.
Este conteúdo foi originalmente publicado em Avião da Latam que teve bico destruído após bater em ave já voltou a voar no site CNN Brasil.